A Plenitude de Ser: Entre a Perfeição e o Caos
Vivo em um mundo onde a excelência é cobrada por pessoas que nem conhecemos bem — muitas delas herdeiras de uma vida fácil, estável, moldada por privilégios. Curiosamente, mesmo quem não pertence a essa casta acaba replicando esse ideal de perfeição. E, por vezes, nos deixamos envenenar por essa busca sem fim. Mas por que, afinal, queremos ser perfeitos? Qual é o verdadeiro propósito dessa obsessão? E se, ao invés de perseguirmos a perfeição, apenas buscássemos a plenitude de sermos o que somos? Assim como o gato não precisa fazer mais do que miar, dormir e caçar — apenas ser —, talvez também possamos simplesmente existir como somos. Sem a exigência de provar valor para pessoas tão perdidas quanto nós. Sem a necessidade de carregar grandes missões ou seguir planos rígidos de sucesso. Talvez bastasse viver. Viver com consciência, sem querer controlar o que é, afinal, incontrolável. O universo opera em um perfeito caos. Nada é eterno — nem a felicidade, nem a dor, nem a perfeição. ...